Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, tendo a sacarose (açúcar de cana) como principal exemplo. Estes são chamados de “adoçantes de mesa”.

Para a escolha de um adoçante, é necessário conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção existente no mercado.

Adoçantes dietéticos
Recebem o nome de “adoçantes dietéticos” quando conferem doçura e são formulados para atender às necessidades de pessoas sujeitas a dietas com restrição de açúcares simples (sacarose, frutose ou glicose), como por exemplo o diabetes. Assim, é proibida a utilização dos açúcares simples como matéria-prima para a formulação dos adoçantes dietéticos. A ANVISA aprova o consumo dos seguintes adoçantes por diabéticos: Sorbitol, Manitol, Isomalte, Esteviosídeo, Maltitol, Lactitol, Acesulfame de potássio, Aspartame, Ciclamato, Sacarina e Sucralose.

Os adoçantes dietéticos são constituídos por edulcorantes, combinados ou não a veículos e podem ser apresentados e comercializados nas formas de tabletes, pó ou líquido.

Edulcorantes
são substâncias químicas naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor adocicado, e normalmente possuem um poder adoçante muito superior à sacarose, sendo necessária, portanto uma quantidade menor para obter a mesma doçura, com a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.

Já os veículos, também chamados de agentes de corpo, são substâncias também doces, usadas mais com o objetivo de diluir ou dar textura ao adoçante do que efetivamente de adoçar o produto.

Além de saber as características dos adoçantes, é importante habituar-se a ler os rótulos dos produtos. Alguns adoçantes podem apresentar edulcorantes associados, e existe ainda disponível no mercado algumas misturas, compostas por açúcar e um ou mais edulcorantes. São exemplos:

União Light ®: sacarose misturada com edulcorante artificial sucralose
Magro ®: sacarose misturada com edulcorante artificial ciclamato sódico e sacarina sódica.
Mid Sugar ®: sacarose misturado com edulcorante artificial aspartame.

Os produtos dietéticos não devem ser utilizados indiscriminadamente, já que também contribuem com calorias. O consumo excessivo de produtos contendo edulcorantes pode provocar aumento da taxa glicêmica ou ter efeito laxativo.

Além desses efeitos, é importante variar o tipo de adoçante para não ingerir nenhum deles em quantidade muito grande e saturar o organismo. Pode-se revezar o uso entre cerca de três tipos, procurando excluir aquele que é mais encontrado nos produtos industrializados, geralmente o aspartame.

Estas dicas não substituem uma consulta médica. As informações aqui divulgadas têm a função de fornecer uma orientação geral, o que pode não se aplicar a casos específicos. Consulte sempre a nutricionista clínica ou médico sobre quais alimentos são indicados em seu caso.